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Achar que é possível controlar a vida do parceiro é uma ilusão

Quem é controlado também tem sua parcela de culpa na situação, pois não coloca limites

Recursos para vigiar alguém existem aos montes. Ainda mais hoje em dia, com o excesso de exposição da vida privada nas redes sociais e de aplicativos que permitem divulgar a rotina em riqueza de detalhes, com direito a endereço, horário e companhia. Mesmo quem prefere um dia a dia mais discreto não está imune. Uma busca mais apurada pode facilitar bastante o trabalho de quem tem interesse –ou sente necessidade– de controlar a vida do par.

Mas por mais que uma pessoa se esforce, conferindo trajetos, fuçando o Facebook de minuto em minuto, telefonando várias vezes ao longo do dia, cercando o outro através de parentes e amigos, dá mesmo para controlar a vida de alguém e saber todos os seus passos?

Para a psicóloga especializada em sexualidade Juliana Bonetti Simão, de São Paulo (SP), a resposta é não. “A percepção de controlar o parceiro é ilusória. Nosso par é aquilo que pode ser e não o que gostaríamos que fosse. Portanto não está a serviço de nossas fantasias de controle”, diz. “O controle da vida daquele que acreditamos amar é algo que, cedo ou tarde, vai acabar indo contra a relação, pois é uma atitude desgastante que só provoca angústia e frustração em ambos”, afirma.

Segundo Maura de Albanesi, psicoterapeuta da capital paulista, quando a pessoa percebe que está sendo fiscalizada, a tendência é criar outros recursos para burlar a vigilância: contas de e-mails diferentes, páginas falsas em redes sociais, apagar rapidamente mensagens, inventar contatos no celular etc. “Para evitar conflitos, acabam utilizando várias ferramentas sem perceber que entraram no jogo do controle, se controlando também”, fala.

ADMITA O QUE SENTE

Nem sempre o ciumento consegue assumir que é desse jeito, pois é mais fácil e cômodo jogar a responsabilidade de suas crises no par ou sobre terceiros. Portanto, o primeiro passo para se livrar do ciúme é admiti-lo. “Quando a pessoa reconhece alguma dificuldade própria, a atitude seguinte é tentar avaliar o que pode fazer para melhorar”, afirma a psicóloga Susan Ório, de São Paulo (SP). A partir daí, também deve começar a prestar atenção no próprio comportamento e a se policiar.

CONTROLAR OU CUIDAR?

Muitas das pessoas que se dedicam a rastrear todos os passos da vida do parceiro o fazem mobilizadas pela ideia de que “quem ama, cuida”. Porém, essa crença é totalmente equivocada, já que cuidar não é sinônimo de controlar.

“Cuidar está relacionado à ação de tratar de algo ou alguém, zelar, preocupar-se, dar atenção, notar, manifestar interesse. Controlar significa vigilância, inspeção, fiscalização, exigir comprovação, domínio. Assim, quem ama cuida, não controla. O controle tem uma intensa necessidade emocional, na qual não há espaço para a necessidade do outro ou para o desenvolvimento do amor”, explica Ana Paula Magosso Cavaggioni, psicóloga da Clia Psicologia e Educação, de São Paulo (SP).

Na opinião de Juliana, antes de sair por aí inspecionando o par, é melhor a pessoa olhar para si mesma e repensar suas escolhas. “Se há certeza do amor que o outro sente, existe confiança. Por isso, há espaço para que cada um tenha uma vida própria dentro do relacionamento”, observa.

Por trás de todo controle excessivo é comum existir um ciúme doentio, que nasce de uma demanda de exclusividade, do desejo de ser tudo para alguém, da situação de não suportar dividir a atenção da pessoa amada com mais ninguém.

“O ciúme traz consigo uma grande angústia de ser excluído e de correr o risco de perder atenção e amor. Mas para amar o outro é preciso, primeiro, amar a si mesmo. Em qualquer relação, amar demais nunca será sinônimo de posse ou de controle”, expõe Raquel Fernandes Marques, psicóloga da Clínica Anime, de São Paulo (SP).

O ciúme normal se baseia em ameaças e fatos reais. Ele não limita as atividades de quem sente ou é alvo e tende a desaparecer diante de evidências. O ciúme extrapola as fronteiras do saudável quando se torna uma preocupação constante e, geralmente, infundada de pessoas que apresentam grande imaturidade em suas relações, chegando, em casos extremos, a ter comportamentos agressivos.

“Indivíduos inseguros e com baixa autoestima nem sempre sentem ciúme por causa de um motivo, pois esse sentimento é um monstro gerado por eles mesmos. Essas pessoas não precisam de inimigos, pois elas se bastam”, fala Raquel.
Qual é o seu grau de ciúme?
Descubra o seu grau de ciúme a partir do teste elaborado com a consultoria do psicólogo especialista em relacionamentos amorosos Thiago de Almeida, mestre em psicologia pela USP (Universidade de São Paulo).

EFEITO BOLA DE NEVE

Ao acreditar que é possível gerenciar a relação, a pessoa tenta administrar as próprias emoções e angústias, sem considerar o que outro sente, para garantir o sucesso da vida a dois. “Mas nada é garantido. Temos o nosso desejo, mas ele precisa ser recíproco. O máximo que conseguimos gerenciar é a rotina em comum, as despesas, aquilo que é de cunho prático. Sentimentos, de forma alguma, pois não dá para obrigar alguém a amar”, conta Juliana.

Alguns homens e mulheres fazem tanto esforço ao tentar vigiar o par que acabam perdendo o controle da própria vida. Com frequência, sofrem prejuízos profissionais, sociais, familiares e financeiros. “Toda a sua energia pessoal é canalizada no outro e, com isso, suas questões pessoais ficam à deriva. É como uma bola de neve: a pessoa passa a se sentir vazia e busca que o outro a preencha, o que leva a aumentar ainda mais a cobrança”, explica Maura de Albanesi.

Segundo a psicóloga Ana Paula, é importante que aquele que se sente vigiado não alimente a dinâmica doentia e controladora do parceiro, estabelecendo de forma clara os limites de sua individualidade, mantendo atividades e contatos que considere importantes e evitando ceder à pressão para evitar brigas que lhe pareçam infundadas. Ao mesmo tempo, é fundamental procurar conscientizá-lo sobre o caráter destrutivo de seu comportamento para o relacionamento, apoiando-o a buscar ajuda profissional se necessário.

“Não se deve suportar o controle. Ao menor sinal dele, mude a relação rapidamente. É preferível perder uma pessoa a perder a si mesmo”, diz Maura. Já Juliana Simão lembra que toda questão amorosa tem dois lados. “Para alguém controlador, volta e meia existe outro alguém que se deixa controlar, ou seja, há uma autorização para que a relação se configure dessa maneira”, diz.

Veja dez coisas que despertam ciúme, mas não deveriam

FILME PORNÔ: muitos se sentem incomodados quando o parceiro ou parceira gosta de filmes eróticos por acharem que isso significa falta de desejo por seu par, o que não é verdade. A psicóloga especialista em relacionamentos Pamela Magalhães indica usar esse e outros hábitos ou hobbies do parceiro a favor da relação, e não contra. “É importante respeitar o que sempre pertenceu à vida do outro”. O psicoterapeuta Leo Fraiman faz uma ressalva: se o costume de assistir a esse tipo de filme começou junto com um desinteresse do parceiro por sexo, é bom conversar e tentar entender o motivo. “Fora isso, o casal pode aproveitar os filmes para descobrir novas possibilidades na cama”

FAMÍLIA: para a psicóloga Pamela Magalhães, não deve existir disputa entre o amor de um casal e o amor de família. “Tenha consciência de que não é possível, nem saudável, impedir o convívio do parceiro com os parentes. Conversar sempre é o melhor caminho para não deixar que um motivo como esse gere conflitos irreversíveis”. Para o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr., do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade), todo relacionamento deve ter regras, inclusive em relação ao convívio familiar, pois o ciúme aparece quando um acha que o outro dedica mais tempo aos parentes do que ao relacionamento. “A atenção à família não significa que o parceiro não deseja estar com você. Não sofra por isso”, diz ele

AMIGOS: “Muitas pessoas imaginam que os amigos anteriores ao parceiro atual são contra o relacionamento”, diz o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr. Mas isso não faz sentido, pois os amigos de verdade querem o bem-estar do outro. Eles ficarão satisfeitos de verem uma pessoa de quem gostam se relacionar com alguém que a faz feliz. “Partir do princípio de que os antigos amigos devem ser afastados provocará uma competição inútil. A perda de amizades pode afastar o casal”

HAPPY HOURS: de acordo com o psicoterapeuta Leo Fraiman, é importante ter convívio social com colegas de trabalho, desde que o dia do happy hour não se torne o mais importante da semana. “Com moderação, faz parte da vida de todo mundo”. Segundo Oswaldo M. Rodrigues Jr., psicólogo do Inpasex (Instituto Paulista de Sexualidade), não é saudável para a relação tratar qualquer tipo de situação como competição. “Pensar assim é não compreender que ambos têm direito a individualidade e a momentos de descontração”

FLERTES: achar alguém bonito, olhar para uma pessoa na rua ou curtir uma foto no Facebook podem desencadear infindáveis discussões em uma relação. Para a psicóloga Pamela Magalhães, estragar um relacionamento por causa dessas coisas é uma besteira. “O fato do seu parceiro amá-lo e elogiá-lo não invalida a possibilidade de ele também enxergar beleza em outras pessoas, o que não diminui em nada o carinho e admiração que tem por você”

CELULAR: segundo o psicoterapeuta Leo Fraiman, quando você chegou ao ponto de fiscalizar o celular do parceiro, é sinal de alerta. “A pessoa que faz esse tipo de coisa está alimentando a própria insegurança. Para uma relação dar certo, é preciso confiar, respeitar, ter cumplicidade”. A especialista em relacionamentos Pamela Magalhães diz que é preciso zelar pela privacidade do parceiro. “Se existe motivo para desconfiar, a solução é o diálogo, e não fiscalizá-lo. Isso só trará estresse para o casal e o relacionamento ficará muito chato”

BALADA: para o psicoterapeuta Leo Fraiman, se o casal combinou que não há problema em ambos saírem sozinhos, não existe motivo para ter ciúme. “A oferta sexual é tão grande que não precisa de balada para trair. A vida virou um grande bufê sexual. Para esse tipo de acordo dar certo, é preciso colocar a felicidade do outro como tão importante quanto a sua, e, às vezes, fazer concessões quando o parceiro deixar claro que não vai se sentir bem se você sair”

“EX”: aprender a lidar com essa figura é importante, principalmente se houver a necessidade de conviver com essa pessoa (quando existem filhos do antigo relacionamento, por exemplo). “Sentir ciúme da possibilidade do outro voltar para o relacionamento anterior não modificará as decisões do parceiro e trará um sofrimento desnecessário”, explica o psicólogo Oswaldo M. Rodrigues Jr.

ROUPA: tentar mudar qualquer coisa no seu parceiro é uma tentativa de controle, e raramente isso traz bons frutos para o relacionamento. “Ninguém controla a roupa de ninguém. O gosto por roupas vai de acordo com a personalidade de cada pessoa. Respeite o tipo de roupa que o seu parceiro gosta de usar”, diz a psicóloga Pamela Magalhães

EXPERIÊNCIAS PASSADAS: para a psicóloga Eliete Matielo, a solução é não se apegar a esse tipo de situação e só tocar no assunto de experiências passadas se isso não for te fazer mal. “Quando iniciar uma relação, não fique se comparando a pares anteriores. Cada pessoa é única e isso só atrapalha a vida de ambos. É importante confiar em si mesmo, em quem você se relaciona e no que vocês sentem um pelo outro”

Aprenda dez maneiras de controlar o ciúme

Raiva, medo da perda, angústia, amor próprio ferido e despeito são alguns dos sentimentos terríveis que costumam acompanhar as crises de ciúme. Trata-se de uma combinação explosiva que nem sempre se justifica e que ainda pode colocar um ponto final em um relacionamento promissor. Com um pouco de autocontrole e bom senso, porém, qualquer pessoa ciumenta consegue administrar suas emoções e enxergar as coisas como elas de fato são, e não através de uma lente de aumento como costuma acontecer na hora do chilique. Veja, a seguir, algumas dicas valiosas de especialistas.

ADMITA O QUE SENTE: nem sempre o ciumento consegue assumir que é desse jeito, pois é mais fácil e cômodo jogar a responsabilidade de suas crises no par ou sobre terceiros. Portanto, o primeiro passo para se livrar do ciúme é admiti-lo. “Quando a pessoa reconhece alguma dificuldade própria, a atitude seguinte é tentar avaliar o que pode fazer para melhorar”, afirma a psicóloga Susan Ório, de São Paulo (SP). A partir daí, também deve começar a prestar atenção no próprio comportamento e a se policiar

AUMENTE A AUTOCONFIANÇA: para a psicoterapeuta Andrea Vaz, do Rio de Janeiro (RJ), a autoconfiança deve existir antes mesmo do amor ao outro. “Se você não consegue confiar em si, talvez seja melhor aprender a se gostar antes de se relacionar com alguém”, afirma. Uma pessoa que não acredita na própria capacidade de amar também costuma acreditar que os outros não são capazes de fazer o mesmo. Assim, ser trocado por alguém “melhor” vira o fantasma da relação. Trate, portanto, de fortalecer sua autoestima

QUESTIONE SOBRE O QUE SENTE MEDO: quando perceber uma crise de ciúme se aproximando, pergunte-se qual é o seu maior temor. Perder quem ama? Ser vítima de traição? Seu amor achar a outra pessoa mais interessante? Ficar só? Repetir histórias sofridas do passado? A chave para enfrentar o seu ciúme pode estar em você, e não na outra pessoa. Para o psicólogo Alexandre Bez, especialista em relacionamentos pela Universidade Miami (EUA), tão ou mais importante do que admitir o próprio ciúme para aprender a controlá-lo é investir em um exercício profundo de autoconhecimento e identificar as razões que o provocam. “Quem já sofreu uma traição, por exemplo, costuma ter dificuldades em estabelecer uma nova relação adulta e madura, baseada na confiança”, conta. Por essa lógica, as atitudes possessivas e controladoras seriam uma tentativa desesperada de blindar o romance contra um triângulo amoroso. Baixa autoestima, carência e exemplos de relacionamentos amorosos desestruturados (por parte dos pais ou outros familiares) também podem estar por trás do ciúme

APRENDA A DISCERNIR FATOS DE FANTASIAS: pare e reflita: será que há motivo concreto para ter ciúme ou ele é fruto da sua mente fantasiosa? O fato de o namorado achar outra moça bonita não significa que deseja levá-la para a cama ou que a namorada é feia. Pegar uma carona com o colega da academia pode ser, sim, uma carona. Não dê asas à imaginação quando ela causar sofrimento. “Existem diversos níveis de fantasia, a questão é a lente que você usa, se ela aumenta o fato ou faz perceber a realidade”, diz a psicóloga Susana Ório, de São Paulo (SP). É fundamental, ainda, separar os próprios pensamentos dos pensamentos do outro. “Sua insegurança ou ideias sobre traição são algo seu. Isso não quer dizer que seu par faça ou pense algo como você”, completa a psicóloga Rejane Sbrissa, de São Paulo (SP)

IDENTIFIQUE QUANDO E COMO AS CRISES ACONTECEM: isso ajuda a encerrá-las. De acordo com o psiquiatra Eduardo Ferreira-Santos, autor do livro “Ciúme – O Lado Amargo do Amor” (Ed. Ágora), nem sempre uma crise é sinal de que a pessoa é uma ciumenta reincidente. “Em algumas circunstâncias, quando, por exemplo, há alguém de fato se insinuando para o parceiro, é normal que a pessoa se sinta enciumada. Nesse caso, uma maneira de driblar a crise é refletir sobre a solidez da relação e observar a reação do par”, diz. Se a paquera não é correspondida, não há razão para alimentar desconfianças ou partir para uma briga. Há fatores, entretanto, que impulsionam o ciúme e nem sempre têm a ver com a relação. Exemplos: fase ruim no trabalho, dificuldades financeiras, problemas familiares, baixa autoestima etc. São circunstâncias que tornam a pessoa mais carente de atenção, o que acaba contribuindo para o sentimento de posse

VERIFIQUE SE HÁ UM PADRÃO: de acordo com a psicóloga Rejane Sbrissa, de São Paulo (SP), muita gente tende a repetir padrões de relacionamento. Se o “ex”, por exemplo, não proporcionava a segurança e a confiança necessárias para um romance sadio, é provável que o medo que sentia de perdê-lo se perpetue em outros namoros. “Aí, a pessoa passa a se relacionar somente à base de ataques de ciúme, controle e possessividade, mesmo que o novo amor não provoque nada disso”, diz. Ainda segundo Rejane, esse padrão de relacionamento pode afetar outras esferas da vida: profissional, familiar, social etc. “É preciso ter consciência de que o passado ficou para trás e romper esse ciclo”, fala

ABRA O JOGO SOBRE O QUE SENTE: isso é muito importante, pois coloca as situações às claras e ninguém fica remoendo as coisas. “Na medida em que o casal vai se conhecendo, estabelecendo planos e construindo uma relação de confiança, as fantasias vão se dissipando”, declara a psicóloga Susana Ório, de São Paulo (SP). Falar também ajuda a esclarecer dúvidas e a fortalecer o vínculo afetivo

COLOQUE-SE NO LUGAR DO OUTRO: você está em plena crise de insegurança e despejou todos os seus receios e angústias em cima do par. No entanto, na opinião da psicóloga Susana Ório, de São Paulo (SP), é fundamental pensar duas (ou até mais) vezes antes de fazer escândalos ou ofensas em público. Você gostaria de estar do outro lado, sendo alvo de acusações e tendo a vida exposta diante de gente que não tem nada a ver com seus problemas afetivos? O mesmo vale para as cobranças que costuma fazer sobre horários, amizades, pensamentos e até modo de vestir do parceiro. E se fosse com você?

OCUPE O TEMPO E A MENTE: em vez de ficar fuçando o Facebook do par o dia todo, que tal cuidar melhor dos estudos, do trabalho, da aparência, da própria qualidade de vida, dos projetos pessoais? Mesmo porque por maior que seja o controle, será em vão. “Tenha a consciência de que tomar conta da vida do parceiro, seja pela internet ou por informações obtidas com amigos, não salvará sua relação de algum tipo de traição, muito menos trará alívio para você”, explica a psicoterapeuta Andrea Vaz, do Rio de Janeiro (RJ). E esse comportamento é o primeiro passo para que o ciúme vire algo patológico, com necessidade de tratamento

LIVRE-SE DA CRENÇA DA “PROVA DE AMOR”: outra maneira eficiente de administrar o ciúme é parar de acreditar que ele é sinônimo de amor, paixão, cuidado. Muitas pessoas gostam de armar uma cena só para marcar território ou mostrar ao parceiro que se preocupa com a relação. “Amor de verdade dispensa ceninhas”, conta Rejane Sbrissa, psicóloga de São Paulo (SP). Ciúme é prova de insegurança, dificilmente de amor (que, aliás, pode ser comprovado de outras formas menos invasivas e angustiantes)

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