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10 segredos para aprender a viver com o que ganha – frugalidade

Fundamentado no princípio da frugalidade, veja seis dicas para viver com o que você ganha.

Creio que um dos maiores desafios da vida seja suprir nossas necessidades e as de nossa família com somente o que ganhamos, sem depender de cheque especial, cartão de crédito ou qualquer dinheiro que não seja nosso.

Até pode ser um desafio, mas é possível. Para conseguir isso você precisa desenvolver três qualidades:

Disciplina.
Autocontrole.
Persistência.

Veja o que significa cada um desses atributos, segundo o dicionário Aulete online:

Disciplina: Disposição e constância para realizar algo, determinação.

Autocontrole: Controle ou domínio sobre si mesmo, capacidade, e seu exercício, de manter equilíbrio emocional, contenção e comedimento.

Persistência: Qualidade de persistente, obstinação, perseverança, pertinácia.

Os economistas dizem que o que mais importa não é o quanto você ganha, mas o quanto gasta. Sim, muitas pessoas vivem no vermelho ganhando 15 salários mínimos. Mas uma família pode viver com três salários mínimos e ainda economizar, desde que tenha uma vida frugal.

Frugalidade é a chave. Segundo a Wikipédia, “frugalidade é a qualidade de ser frugal, poupador, prudente ou econômico no uso dos recursos de consumo, como alimentos, tempo ou dinheiro, e evitando desperdício, esbanjamento ou extravagância.”

Alguns exemplos

Warren Buffett

Provavelmente o mais famoso frugal desde Scrooge, Buffett vive uma vida modesta apesar de seu patrimônio líquido de cerca de US$ 44 bilhões. Vive em Omaha desde 1958 em uma casa de 5 quartos comprada pelo valor de $31.500. Buffett não gasta seu dinheiro com produtos eletrônicos e segundo informações, não carrega consigo sequer um telefone celular ou um computador. Embora pudesse pagar toda uma frota de limusines para se vangloriar, Warren prefere dirigir seu Cadillac DTS, comprado por “modestos” US$ 50.000. Quando se trata de entretenimento, o magnata dos investimentos evita festas e viagens espetaculares e passa o tempo jogando bridge.

Mark Zuckerberg

Zuckerberg faz parte da lista como o mais jovem bilionário do mundo. Com apenas 20 anos, o criador do Facebook possui um patrimônio estimado de US$ 17,5 bilhões. Quase todo o seu dinheiro está atrelado o patrimônio líquido da empresa de mídia social. Pode-se argumentar que Zuckerberg simplesmente não teve tempo suficiente para aproveitar sua riqueza mas a verdade é que ele mantém a sua vida discreta e passa até 16 horas por dia no escritório. Não possui casa própria e mora de aluguel em uma casa na estrada da sede do Facebook em Palo Alto. Mark prefere calças jeans e camisetas ao invés de ternos e sapatos.

 

Na prática, ser frugal é viver bem, mas sem exageros e utilizar os “excedentes” para se divertir. “‘Frugal’ compartilha um radical latino com frug (que significa virtude), frux (que significa fruto ou valor) e frui (que significa desfrutar ou usufruir). Agora faz sentido. Frugalidade significa desfrutar a virtude de obter um valor adequado para cada minuto da nossa energia vital e de tudo que usufruímos”.

Infelizmente, ser frugal, pode tornar-se inviável para muita gente dependente de status. Ninguém quer aparentar “ter” ou “ser” menos do que tem (ou aparenta ser/ter). Ser frugal implica ganhos durante toda a vida renunciando, sem deixar contudo, de vivê-la intensamente. Quem é frugal geralmente não faz questão de ter muito nem da marca mais famosa, quer ter apenas o que é preciso e necessário.

O que significa “necessário”?

A teoria toda é muito bonita, mas o que significa a palavra “necessário”? Como identificarmos o que realmente é essencial e cortarmos o resto sem ficarmos nos lamentando de que a vida está muito “sem graça”?

O que devemos nos perguntar primeiramente é: necessário para quê? Qual o estilo de vida que você quer levar?

Isso é importante porque o que é necessário para viver na avenida mais cara de Paris é diferente do que é necessário para viver em um bangalô de alguma praia do Nordeste.

O que é realmente necessário para você ter uma vida feliz? Será que os itens que você imagina que o deixarão feliz, como casa, carro e roupas, possuem esse poder? Será que algum tempo depois de comprá-los você não estará de volta ao mesmo estado emocional de antes?

A não ser que a pessoa seja frugal, ela dificilmente conseguirá viver com o que ganha. Fundamentado neste princípio, veja seis dicas que vão ajudá-lo a vencer este desafio:

1 – Faça um orçamento

Vou revelar algo que faço há muito tempo: elaboro um orçamento para todo o ano em vigor. Desde os meus 16 anos, eu tenho colocado no papel toda a minha vida financeira. Eu faço uma estimativa de todos os meus ganhos e gastos, dos menores aos maiores, e me esforço para viver dentro do programado.

Se você não tiver um controle sobre sua vida financeira, você vai se empepinar! Pode ter certeza. Neste artigo você verá quais itens devem compor seu orçamento e como elaborá-lo.

2 – Monitore seus gastos, controle mesmo!

Você não pode planejar gastar menos a menos que saiba o que está gastando agora. Enquanto estiver gastando como faz normalmente, anote cada centavo gasto e no que gasta por uma semana, duas semanas ou um mês, para ter uma ideia das coisas em que gasta seu dinheiro.

Elimine as despesas arbitrárias que não te dão prazer. Por exemplo, não participe do amigo secreto do escritório se você não gostar disso.

Reduza gastos arbitrários que te dão prazer para maximizar a proporção de diversão por real. Por exemplo, comer uma boa refeição por mês em um restaurante familiar em vez de ir uma vez por semana ao McDonalds pode economizar RS25, e isso vai te dar mais prazer pelo dinheiro gasto.

Pense em modos de reduzir suas despesas variáveis. Use as dicas abaixo. Pense criativamente em modos de reduzir as despesas.

  • Compre coisas reutilizáveis. Em longo prazo, jogar algo fora e comprá-lo muitas vezes de novo será mais caro do que comprar um item que dure bastante. Um bom exemplo são fraldas de pano em comparação com as descartáveis.
  • Compare para comprar. Compare marcas e tamanhos diferentes do mesmo produto. Às vezes um pacote maior sai mais barato por kg. Compare preços entre lojas. Dificilmente um mercado terá o melhor preço em tudo. Com compras grandes como carros, a economia pode ser ainda mais considerável ao comparar antes de comprar.
  • Use o transporte público. Você vai economizar no combustível e no desgaste do seu veículo. Se for possível, parar de usar seu carro totalmente é uma medida excelente de redução de gastos.
  • Cozinhe sua própria comida. Restaurantes são caros porque você paga pelo serviço, ambiente e pelo espaço para comer. Cozinhar sua própria comida também permite que você personalize receitas para maximizar a economia. Se tiver espaço, uma horta rende ainda mais quando combinada com cozimento da própria comida.
  • Use o que você já tem. Deixar de comprar é sempre mais barato do que comprar. Olhe pela sua casa. Você tem outra coisa que serve para a mesma coisa? Você consegue construir uma solução com os materiais que já possui?
  • Substitua apenas o necessário. Você pode comprar um kit para recarregar a tinta da impressora em vez de comprar um cartucho novo toda vez que o velho acaba. Você pode comprar uma rodinha nova em vez de substituir seu carrinho de bebê.
  • Conserte objetos quebrados. Muitas vezes os consertos são tão simples quanto um clipe de papel e cola ou uma camada de tinta. Mesmo se os consertos precisarem de ferramentas, pode ser mais barato investir em ferramentas para consertos futuros.
  • Empreste coisas de amigos e vizinhos. Em muitas ocasiões, você não precisa possuir uma coisa, apenas precisa usá-lo de vez em quando. Se você tiver uma boa reputação para pegar coisas emprestadas (ou seja, devolvendo as coisas rapidamente e em bom estado), você será capaz de emprestar muitas coisas de seus vizinhos e amigos menos frugais. Por exemplo, a menos que você seja um campista ávido, só vai precisar de uma barraca algumas vezes por ano. Não compre uma, empreste do líder dos escoteiros do bairro.
  • Nunca use cartão de crédito. Eles parecem ser bem melhores do que realmente são, mas é a mesma coisa que emprestar dinheiro de um amigo. Você sempre terá que pagar cada tostão de volta, e, portanto, reduzindo sua praticidade. Economize e use cheque e/ou cartão de débito, caso você não tenha tempo de fazer saques frequentemente no banco.
  • Evite marcas. Marcas famosas são geralmente mais caras. Muitas vezes há alternativas mais baratas da própria loja que podem ser de qualidade igual ou superior.

3 – Reveja seus hábitos de consumo.

Cada gasto é fixo, variável ou arbitrário. Despesas fixas são gastos obrigatórios que são sempre os mesmos e não podem ser influenciados por suas decisões. Alguns exemplos incluem aluguel e seguro de saúde. Despesas variáveis são gastos obrigatórios cujo custo você pode influenciar. Exemplos incluem conta de energia e custos com transporte. Despesas arbitrárias são gastos que podem ser eliminados completamente se necessário. Alguns exemplos incluem álcool, entretenimento e refeições em restaurante.

4 – Não compre algo novo, se o velho pode ser consertado

Vivemos não só na era da tecnologia, mas na do merchandising. A propaganda sempre foi a alma do negócio, mas os marqueteiros estão mandando ver na criatividade, nas últimas décadas. Incrível, como eles conseguem fazer-nos acreditar que precisamos de uma TV Led de 55 polegadas para viver, e que aquela velha TV de 32 polegadas com tubo de imagem, que funciona perfeitamente, não serve de nada! E nós? Caímos como patinhos.

O que, você não tem uma TV Led de 55 polegadas? Confessa que se tivesse uma renda três vezes maior, você compraria uma, sem pestanejar!

Pois é, a frugalidade independe da renda, deve ser um estilo de vida, e não uma saída para quem ganha pouco. Então, a não ser que você queira ser escravo das inovações tecnológicas – pois elas se tornam obsoletas num piscar de olhos – se estragar algo, conserte.

5 – Compre à vista

O segredo de se fazer um bom negócio é ter dinheiro para pagar à vista. As empresas costumam dar de 5% a 10% a mais de desconto se você disser que vai pagar em dinheiro.

Se você ficou impressionado com o desconto à vista na loja, é porque ainda não comprou pela internet, por boleto bancário. No ano passado, comprei uma máquina de lavar roupas dessa forma. Paguei 20% a menos do que pagaria na loja que ofereceu o maior desconto aqui na minha cidade.

Apenas compre as coisas para as quais você tem dinheiro em mãos. Não financie, use crediário ou deixe de pagar inteiramente a fatura de crédito. Pagar com dinheiro vai poupar dinheiro.

6 – Faça pesquisa de preço

Isso se aplica a qualquer coisa que você vá comprar, seja à vista em dinheiro ou no cartão. Meu melhor conselho sempre será: compre à vista! Mas sabemos que um imprevisto pode acontecer. Ainda assim, você precisa correr atrás do menor preço. Evite o crediário. Os juros são altíssimos. Se precisar parcelar, que seja no cartão, em uma das opções sem juros. Mas cuidado! Se você é descontrolado, você não deve ter cartões de crédito!

Neste artigo você encontrará várias dicas sobre como economizar nas compras de mercado.

7 – Poupe dinheiro e acabe com as dívidas

Você precisa ter uma reserva para se sentir seguro quanto ao futuro. Se qualquer imprevisto acontecer, você não precisará apelar para a família, para os amigos ou para o chefe. E pior, não precisará se endividar.

Outras formas de poupar, é contribuir para a Previdência Social e/ou Previdência Privada, ter um seguro de vida, seguro para a casa, carro e plano de saúde. São gastos extras geralmente necessários. São a garantia de uma velhice tranquila, e a segurança em caso de desemprego, doença ou morte.

As dívidas custam muito dinheiro extra. É melhor cortar todos os gastos arbitrários até que não esteja devendo mais nada. Os juros da dívida não te dão prazer, e ficar endividado é opcional.

8 – Faça metas de desenvolvimento pessoal e profissional

Aposto que suas ambições pessoais e profissionais vão além da atual conjuntura! Sendo assim, invista em si mesmo e na sua família. Entenda que há uma enorme diferença entre investimento e despesa. A quantia gasta com despesas não volta. Já o investimento na educação, na carreira, no futuro, de um modo geral, trará retorno e poderá multiplicar seu rendimento, sobretudo em longo prazo.

9 – A frugalidade promove a solidariedade.

Quando você se torna uma pessoa de hábitos frugais, você dá mais atenção ao uso do que à propriedade. E, ao fazê-lo, você também passa a experimentar o benefício e a alegria de emprestar suas coisas para que outros também apreciem o que você tem e usa: seus livros da faculdade para um amigo que precisa, seus utensílios domésticos para a festa de um amigo (pratos, talheres, louças), e até mesmo suas roupas ou as roupas de seus filhos para um sobrinho que precise trajá-los por algum motivo ou ocasião especial. Quando você faz isso, você deixa de enxergar as suas coisas como “minhas”, e passa a vê-las como “nossas”. Da mesma forma, o que você recebe dos outros deixa de ser “deles”, e passa a ser “nossas” coisas também. O compartilhamento valoriza a solidariedade, e a solidariedade leva a um espírito de maior fraternidade entre as pessoas. Isso é frugalidade.

Quando você consome menos e dá mais valor e utilidade a aquilo que já tem, você se preocupa menos em ter mais, e mais em ser mais. Você vive uma vida de equilíbrio: nem pouco, nem muito, mas sim o suficiente – e um pouco mais. Você investe naquilo que te dá mais prazer e satisfação, você prioriza aquilo que é importante para você, independentemente do que os outros pensem ou ajam. Consequentemente, sua independência financeira vem alguns anos mais cedo, pois você acaba percebendo, aos poucos, que não é acumular e gastar dinheiro que é mais importante, mas sim acumular e gastar mais tempo e mais energia nas coisas e fatos que realmente lhe fazem bem é que importam. Você percebe que o dinheiro é apenas um meio, e não um fim em si mesmo, e que esse meio é tanto menos necessário quanto mais você aprecia e desfruta dos recursos que possui.

Lembre-se de que ser frugal não é ser pão-duro, mas sim ser virtuoso: apreciar aquilo que tem e investir em sua satisfação, sem desperdiçar seus recursos, evidentemente. É viver uma vida com menos peso na consciência (por ter gastado muito), com menos peso nos armários, e com mais leveza na alma, mais fluidez nos modos de levar a vida. “Leve a vida leve”, diz o slogan da propaganda de uma indústria. E é por aí mesmo: fazer preencher sua vida com propósitos, valores e realizações é muito melhor do que preencher sua vida com bens materiais em excesso e sem sentido, porque aquele primeiro conjunto de coisas é aquilo que de fato é duradouro, permanece no tempo e é deixado como herança – também duradoura.

10 – Ser frugal pode tornar você rico.

Curta as coisas que possui sabendo que trabalhou arduamente por elas. Note sua paz de espírito sabendo que tem dinheiro no banco. Compartilhe suas dicas para cortar gastos com outras pessoas frugais. Pense no estilo de vida frugal de modo positivo.

Isso mesmo! Nos anos de 2007 e 2008 foi feita uma pesquisa com 52 brasileiros que tem mais de R$ 1 milhão em dinheiro e quase oitenta por cento deles (e delas) disseram levar um estilo de vida “econômico” e renunciaram a ostentação, e isso foi a principal razão que os tornou milionários.

Viva dentro das suas possibilidades, evitando cometer extravagâncias. Poupe para o futuro e invista no seu futuro. Como dizem por aí, “não se sabe o dia de amanhã”. Por isso, viva o seu “hoje” de forma que o “amanhã” esteja protegido de uma condição financeira indesejada.

Concluindo

Nunca defendi – nem defenderei – que uma família deva viver sem lazer ou satisfação de certos desejos. Dito isso, fico tranquilo para desferir alguns comentários sobre os hábitos de muitos brasileiros e seu impacto nas finanças do lar. Esse ano foi marcado, além do estouro da crise brasileira, pelo susto da volta a inflação. No entanto, poucos observaram que os preços de muitos serviços e produtos subiram muito além da inflação e não se deram conta de que seus hábitos em mantê-los é que colaboraram de forma decisiva para a deterioração do planejamento financeiro – e da consequente falta de dinheiro.

Exemplos? Comer fora ficou mais caro. E em casa também.

Um levantamento realizado pelo IBGE apontou que a alimentação fora do domicílio acumulou alta de 11,99% quase o dobro da inflação média, de 5,9%. O exagero ao almoçar e jantar em restaurantes sempre foi um vilão do orçamento doméstico e esta situação se agravou com a chegada da crise. Interessante notar que comer em casa também ficou mais caro: 10,62% de alta.

Estou certo de que o apontamento das despesas e a constante avaliação da planilha de fluxo de caixa certamente apontou estas mudanças em sua casa – daí sua grande importância. Se levarmos em consideração também o início do ano surgem algumas surpresas nas altas de preços:

O cinema registrou alta de 1,27% só em janeiro deste ano, contra 0,69% em todo o ano passado;
A ida ao motel ficou 1,14% mais cara no primeiro mês deste ano;
Serviços de mudança subiram impressionantes 11,93% em janeiro, contra alta de 2,52% durante todo o ano anterior;
As autoescolas também aumentaram dramaticamente seus preços, registrando alta de 10,54% em janeiro deste ano, contra alta de 2,98% em todo o ano passado.

Então, por que frugalidade é a resposta?

Ora, a conclusão típica ao analisar rapidamente os dados aqui fornecidos é que as altas registradas no ano passadp e no começo deste ano ainda representam indícios de uma economia aquecida, com demanda em alta. Logo, cabe observar que em momentos de bonança raramente nos damos conta da necessidade de poupar e investir a fim de passarmos ilesos por eventuais crises e momentos mais complicados. Quando tudo vai bem, deixamos a frugalidade de lado e preferimos realizar desejos e objetivos materiais – consumimos pra valer.

Agora que tudo está mais complicado, o questionamento natural reaparece: e se, ao observarmos a evolução dos gastos resolvessemos diminuir a freqüência dos almoços fora de casa e das saídas de final de semana? Pois é, perceba como a dúvida cruel sobre os hábitos do passado influenciou seu presente. Mas, que influência terá no futuro? Repare como o comportamento pesa tanto quanto o conhecimento técnico de mercado, finanças e investimentos – e isso é ótimo!

É fato que quem poupou e economizou, especialmente ao notar que tudo ficava mais caro, está mais tranqüilo hoje. Quem fez isso, certamente vive dias mais calmos diante da complicada crise financeira que ainda insiste em assolar o mundo. No entanto, com a desaceleração da economia as coisas devem mudar. Os preços, bem como a inflação, tendem a murchar, já que a demanda se esfriará e sobrarão produtos nas prateleiras. O mesmo acontecerá com os serviços. Tudo voltará a ficar mais barato, para depois ficar caro de novo. Trata-se de um ciclo. Sobre como vamos encará-lo, do ponto de vista das finanças pessoais, é que interessa refletir.

Que lições tirar desta coisa de consumo versus frugalidade?

Basicamente, que consumo e um pouco de frugalidade devem ser realidades presentes na vida de todos nós. Infelizmente, não fomos muito bem educados para não fazer isso ou aquilo. A negação, assim como a crítica, nunca foi fator motivador para a maioria das pessoas. Não basta aceitar que a frugalidade em certos momentos da vida pode colaborar com seus planos de independência financeira : é preciso incorporá-la e valorizar cada centavo de diferença que ela traz em seu benefício.

Isso sem se esquecer de viver e consumir, mas com a mesma inteligência para discernir entre a hora boa ou ruim para este ou aquele desejo supérfluo. Ser frugal o tempo todo pode torná-lo uma pessoa avarenta, mesquinha – e pobre. Ser consumista o tempo todo pode torná-lo uma pessoa repleta de bens, mas vazia, sempre em busca de “algo mais” – e pobre. A coerência e harmonia entre os hábitos é que fazem a diferença. Assim espero.

Em suma: viver uma vida baseada em frugalidade é viver uma vida baseada em qualidade. Ser frugal é ser virtuoso. E quem não gostaria de sê-lo?

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